sábado, 4 de agosto de 2007

O ritual


E depois de tanto se encontrar
e desencontrar pela vida,
um encontro no calçadão de Copa.
Que a Bia e a Fê,
o Pedro, o João e o Thiaguinho
trouxeram até a Lagoa,
É, a lagoa da casa!
Só para a gente passar.


E nesse quintal abençoado pelo redentor
e encantado pelas flautas da Rocinha
Os amigos mais queridos fizeram roda.
Vestidos de paz, iluminados de amor,
juntos meditamos,
sentimos, cantamos.







Se o sol descia atrás das nuvens,
ficamos com a natureza caprichosa das conchinhas,
das pedrinhas, bambus e margaridas,
As rezas vieram em bhajans,
e as bençãos, em fitas coloridas.



A aliança que era coco virou ouro,
com a marca de uma estrelinha guia,
e o brilho do nosso olhar.



E ao invés das juras decoradas
Falaram os sentimentos mais espontâneos,
e os desejos mais livres.
Só alegrias, sem doenças; só saúde, sem tristezas,
E sem lugar para que a morte separe!



Para que a vida siga como num filme,
intensa e infinita até o final,
como o Cordel do Fogo Encantado,
cantou na nossa marcha nupcial:

"O amor é filme!
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca
que dá quando a gente se ama.
Eu sei porque eu sei muito bem
como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica"

O samba




E aí a noite veio
Com os deuses a abençoar,
regando com as águas dos céus,
o quintal para o amor germinar

Com a grama já bem molhada
e o toldo quase a despencar,
aos céus, muito obrigada,
mas era hora de parar.


Então a Mari avisou aos anjos
que a benção já tinha dado
E o Thi tocou à Santa Clara,
para vir clarear desse lado.

E a Santa, lisonjeada,
chegou à festa num encanto,
mandando os deuses, com jeito,
choverem as bençãos noutro canto.

E então dançamos à Clara
E sambamos na roda de bamba
para lembrar os Cartolas
Que do amor fizeram samba



E no fim teve marchinha
Para dos carnavais lembrar
E de uma casa da lagoa
Onde o amor sempre vai morar.














Comidinhas vivas


Uma das nossas descobertas aqui nesse tempo no Rio foi a "alimentação viva", uma comida que tem como base grãos germinados, frutas, verduras e legumes crus. E, é claro, nada de bichinhos mortos. Foi apelidada de "viva" pelo seu alto grau de energia vital, graças à uma quantidade de enzimas bem superior à que normalmente ingerimos.

Resolvemos compartilhar com os amigos essa energia boa, e por isso chamamos a Mirelle, ex cozinheira da Oficina da Semente, para fazer o cardápio da festa. As saladinhas foram colocadas em azulejos para que pudessem ser vistas como obras de arte, e dessa forma despertassem uma nova relação com a comida.

Além disso teve o suco verde (também vivo!) feito pela dona Lourdes, da Cia Ecológica, e os deliciosos sanduichinhos coloridos da Carol, amiga querida que em breve será uma das grandes chefs do Rio...

"Contraindo matrimônio..."

Taí a foto da juíza pra provar que o casório foi de verdade, com papel passado e tudo...

A coisa é toda meio surreal: você espera por uma hora numa fila com os casais de todos os tipos - das meninas de grinalda, às de tailleur, passando pelos casais de jeans, como nós... -, depois senta num guichê que parece caixa de banco e descobre que virou "nubente"e que vai "contrair matrimônio". Legal e de direito. Ui! Não dava pra simplificar?

Ainda bem que a juíza Vitória (nome sugestivo, né?) era uma figura, e deixou tudo bem mais divertido. Fez um discurso bacana, pediu um minuto de meditação e ainda leu a sorte nas alianças como se jogasse búzios. Ah, e ainda foi criativa e ecológica ao enrolar a certidão de casamento com um lacinho de papel de impressora reaproveitado.




Se alguém tiver alguma coisa contra, podem procurar a Jaque ou a Luísa, que testemunharam tudo e assinaram embaixo! Nas fotos tem também o Pedro, a mamãe e o papai da Pri, que vieram ver para crer...


A produção

Se o casório foi lindo, foi graças a amigos muito especiais que nos ajudaram na produção de última hora.

Fizemos um picnic no quiosque no dia da festa (quando o sol ainda estava lá...) com muito suco verde, biscoito Globo e "el maiz morado", uma bebida boliviana feita de milho roxo, trazida pela Susana.

Na foto, a Si, o Lubi, o Thi e a Susana, amigos que agradecemos do fundo do coração pelo companheirismo infinito.



Lua de mel

Que lua de mel, que nada... Como nossa vida já é doce, doce... ;o), aproveitamos os dias depois da festa para curtir o Rio e o litoral na companhia de alguns amigos muito especiais que vieram de longe para compartilhar esse momento conosco.

A Maria Clara e o Martín, hermanitos do coração, fizeram um esforço enorme...


...mas foram compensados com dias lindos na casa da Mari em Angra. E com o churrasco santista do papai!



A Susana e a Meghan vieram da Bolívia carregando toda a produção de grãos do país (metade de uma mala!) e duas lindas pinturas enormes. Chegando aqui, fizeram uma maratona para conhecer o Rio nos 3 dias que tinham...

Mas voltaram para casa renovadas depois de um mergulho em Itacoatiara...


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

As almofadas e seus novos donos

As almofadas que todos levaram para a festa foram doadas à creche da União Ancila Domini, que fica atrás da igreja do Embaré, em Santos.
Com elas, foram criados quatro cantinhos de leitura, um em cada sala, para que as crianças fiquem aconchegadas enquanto ouvem as histórias contadas pelas professoras.
Aí vão algumas fotos: